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Tecnologia

5G: a nova geração de redes móveis substituirá o Wi-Fi?

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Foto: Reprodução/Internet

Especialista da TP-Link explica as diferenças das tecnologias e se elas serão substituíveis ou complementares

O 5G é uma das tecnologias mais faladas nos últimos anos, fato que se intensificou recentemente após o leilão promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que ocorreu em novembro, para a aquisição das novas radiofrequências através das operadoras de telefonia. O evento superou as expectativas de mercado, ultrapassando o valor de R$47 bilhões de reais. O fato se dá graças à configuração da nova geração de internet móvel, que a aponta como superior ao 3G e 4G, padrões em funcionamento no Brasil.

A tecnologia promete chegar ao país principalmente para ampliar a velocidade de navegação em celulares e dispositivos móveis, a fim de assegurar melhor experiência de navegação para o usuário e garantir um desempenho superior no envio e download de arquivos. Segundo o Ministério das Comunicações, a previsão para implementação do 5G é a partir do segundo semestre de 2022, apesar de inicialmente ficar concentrada somente nos grandes centros urbanos.

A expectativa é que a quinta geração permita a conexão de mais de 1 milhão de aparelhos por metro quadrado. Entre seus diferenciais, o 5G pretende garantir melhor resposta de sinal, o que ajuda a evitar lentidão e melhora o fluxo durante o uso da Internet. Com isso, a tecnologia irá possibilitar transmissões de vídeo com melhor resolução e estabilidade de sinal, velocidades mais altas, além de maior eficiência de rede.

Se comparado ao 4G, modelo móvel mais avançado atualmente, a nova tecnologia deve alcançar taxas de transmissão até vinte vezes mais rápidas, com eficiência 90% maior. Apesar de promissora, a implantação do 5G terá inúmeros desafios, entre eles a dificuldade de adesão de cidades fora do eixo metropolitano a curto e médio prazo, que está prevista para acontecer até 2029.

Com a chegada do 5G, ele substituíra o Wi-Fi? Com isso em mente, Fabio Appel, Coordenador de Produtos da TP-Link, líder global em conectividade. explica as principais características do 5G e Wi-Fi 6, atual padrão de rede sem fio residencial, suas diferenças e se as tecnologias são substituíveis ou complementares. Confira:

É verdade que o 5G trará consigo um avanço tecnológico sem precedentes. Entre seus benefícios pode-se elencar a telemedicina, aplicações IoT (Artificial Intelligence of Things) e até mesmo carros autônomos. “o 5G apresentará uma integração entre homem e máquina que nos aproximará ainda mais do futuro. Com ele, diversos serviços públicos e industriais serão positivamente impactados, como é o caso da agropecuária. Com equipamentos agrícolas autônomos, o setor terá uma maior eficiência no cultivo e processos com o auxílio da rede ultra veloz e de baixa latência”, explica Appel.

Apesar de seus avanços, a nova rede móvel não deve substituir o Wi-Fi e redes residenciais no geral. O especialista da TP-Link continua: “o 5G está ampliando o leque de opções de conexão com a rede de internet e se tornando uma opção móvel de excelente desempenho. No entanto, o conceito de rede externa e rede particular (WAN e LAN) deve ser mantido como opção segura e prática na configuração dos dispositivos conectados. Então, ele não substituirá o Wi-Fi, mas o complementará.

Jornalista, repórter e redator de entretenimento, apaixonado por cultura pop, música, séries, filmes e tecnologia. Twitter: @LucasRafael | Instagram: @lucasrafaelsh | Contato: [email protected]

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