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UC Review: Com trilha sonora no ponto, “House of Gucci” traz atuações sólidas com destaque a Lady Gaga e Jared Leto

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Lady Gaga como Patrizia Regianni em “House Of Gucci” (Imagem reprodução: Google Imagens/Divulgação)

Quando os primeiros rumores sobre a produção de um filme inspirado na história do assassinato de Maurizio Gucci saíram lá em 2019, as expectativas eram altas. Primeiro, o diretor. Ridley Scott é um renomado cineasta inglês responsável por grandes produções como “Perdido em Marte” e “Gladiador”. Carrega consigo 4 indicações ao Oscar, porém nenhuma vitória. Aos poucos o elenco era revelado, os vencedores do Oscar Jared Leto, Al Pacino, Jeremy Irons… além de Adam Driver que nunca levou uma estatueta.

No anúncio de Lady Gaga como a protagonista e assassina Patrizia Regianni a pergunta geral era se a mesma tinha plena capacidade de interpretar uma personagem densa e completamente diferente de “Ally”, que Gaga atuou em 2018 no premiado “Nasce Uma Estrela”.

Após meses de incertezas pandêmicas, grande buzz da mídia, ansiedade dos fãs e algumas fanfics, House of Gucci estreou. A recepção geral da crítica foi mista, mas em um ponto são bastante unânimes: a maestria do elenco em carregar a produção nas costas.

Tecnicamente falando, House of Gucci peca bastante. Há cenas em que cortes abruptos são feitos, como se fosse editado no Windows Movie Maker. O roteiro não sabe no que focar, se é no lado pessoal da família Gucci ou entre negócios desinteressantes e surtos de Paolo Gucci tentando a todo custo subir na vida. Os filtros de cores do filme também são ruins. Há cortes muito azuis em regiões frias e nos interiores de imóveis e outros muito amarelos, como nas imagens da Toscana, Itália.

Se você acha que vai assistir um filme sobre moda, esqueça. Aqui o papo é como a relação de Patrizia com a família Gucci se deu, até por fim encomendar o destino cruel de seu ex-marido. Adam Driver é o mais fraco do elenco, talvez isso deva à personalidade de Maurizio. Jared Leto e Al Pacino nos divertem muito em suas cenas cômicas, Salma Hayek, Jeremy Irons e Camille Cottin detém ótimas cenas de drama, mas a protagonista da vez é Lady Gaga. Ela consegue navegar entre cenas de mocinha inocente a momentos em que a mesma está quase sendo possuída, conseguindo transmitir ódio e amor em um único take. A sua Patrizia Regianni seria uma grande vilã da novela das 9.

Não há spoilers aqui. A história do filme já foi amplamente dissolvida na mídia, quando o assassinato de Maurizio se tornou um dos maiores escândalos da década de 90. A duração do longa foi bastante criticada, são mais de 2 horas e meia de produção, o que não incomodou este que vos escreve. O filme é interessante no começo e, principalmente, no seu fim, onde queremos testemunhar o caos pós morte de Maurizio…, mas, só vemos Patrizia expulsar a atual companheira de dele de casa e ficar por isso mesmo.

A cena final é a melhor do filme e onde Lady Gaga consolida sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz em 2022. Ao ouvir sua sentença no tribunal (29 anos de xilindró) como mandante do crime, Patrizia não levanta ao ouvir seu sobrenome “Regianni”. A mesma se dirige ao juiz e exclama: “me chame de Senhora Gucci”.

O filme encerra com a belíssima “Baby Can I Hold You”, de Tracy Chapman. Dos Gucci originais, Patrizia e sua filha, Alessandra, são as únicas que estão vivas até hoje.

Gucci virou uma marca lendária e consolidada de moda, mesmo ninguém da família Gucci fazer mais parte dos negócios, tudo destruído no momento em que Maurizio conheceu Patrizia lá nos anos 70.

Confira o trailer: https://www.youtube.com/watch?v=g1Ud5HJXb50]

 

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