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Priscilla Pugliese destaca importância da parada LGBT

Priscilla Pugliese (Reprodução/Internet)

Entre as 3 milhões de pessoas que compareceram neste domingo (23) na 23ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a atriz Priscilla Pugliese também marcou presença no evento. Tendo como tema o marco da luta dos direitos para a comunidade, “50 anos de Stonewall”, em que ocorreu uma revolta em um bar nos estados unidos, o evento contou com 19 trios e diversas atrações durante 7 horas de apresentações animaram a tarde do último domingo.

Após se tornar referência para a comunidade LGBT e conquistar grande espaço representativo com a personagem na websérie “A melhor amiga da noiva”, que ficou conhecida em todo o território nacional e internacional, a atriz pode representar o público e a série marcando presença no evento a fim de manifestar o orgulho LGBT.

“Eu vi em meio a arte uma oportunidade de portão de entrada para lugar de fala e representatividade. Sempre tive preocupação em como um casal gay ou lésbico era representado em uma novela. É sempre uma abordagem com preconceito e violência. E eu busco apresentar uma história diferente de casais como quaisquer outros, com brigas, carinhos, e muito amor. Esse evento é como uma porta para que possamos falar e representar. Infelizmente não possuímos em grande quantidade essa abordagem na mídia e na televisão. A parada é um momento onde podemos mostrar união, paz, amor e igualdade. Além disso, aproveito também para elogiar a organização do evento. Estava tudo incrível e com uma segurança muito bacana”, conta a atriz.

Priscilla ainda completa que não esperava que seu trabalho tomaria uma proporção tão grande, mas que em pouco tempo, percebeu a necessidade da comunidade LGBT de ter essa representatividade em produtos audiovisuais. “Ver que de certa forma a série ajudou indiretamente pessoas por todo o mundo, conforta o meu coração. O sucesso para mim não é só a visibilidade que alcançamos, é muito mais que isso, é salvar vidas, amparar e influenciar da melhor forma as pessoas. Eu me sinto muito realizada em poder fazer o bem com o meu trabalho”, ressalta.

Em contrapartida, a atriz ainda completou que gostaria que o evento fosse mais representativo, de forma que apresentasse diferentes formas de manifestações e resistência. “Precisamos sim festejar juntos e comemorar vitórias, como a criminalização da homofobia que alcançamos mesmo vivendo em um governo com tantos retrocessos e discursos de ódio contra a comunidade, por exemplo. Mas além disso, acredito que esse evento ainda é visto apenas como uma festa para boa parte do público, e acredito que isso não deveria estar em primeiro plano. Esse público poderia optar por ir para se manifestar e representar, seja por meio de cartazes, camisas, posts, gritos, algo que realmente contribua para que essa luta seja vencida de vez”, diz.

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Emily Costa Pinto

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