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O Outro Lado do Paraíso: Eriberto Leão conta que recebeu muitos relatos de de homens que passaram por situações parecidas com as de Samuel

Eriberto Leão (Reprodução/Internet)

O Outro Lado do Paraíso está chegando ao fim e um dos personagens de destaque da novela é o “Samuel” interpretado por Eriberto Leão, que no início da trama vivia no armário e casou com Suzi, mas depois foi jogado para fora do armário por Clara. 

O autor da novela no início começou a escrever a história do personagem de uma forma muito promiscua, mas depois foi tentando consertar e deixando a história mais série, pois o assunto homossexualidade ainda é um tabu na sociedade brasileira tradicional e os gays, transsexuais, lésbicas e bissexuais  ainda sofrem muito preconceito. 

A história de Samuel é parecida com a de muitos homens que ainda estão no armário, esses homens são gays e são casados com mulheres como uma forma de se livrarem de comentários das bocas maldosas, eles podem ter filhos ou não, mas para quem tem filhos fica muito mais de difícil de contar para todos que é gay e a razão deles se esconderem como já foi dito acima, é medo de ser sofrer preconceito por ser gay. Muitas vezes as famílias são preconceituosas e ou muito religiosas e essas pessoas sabem que se assumirem sua verdadeira condição sexual não serão aceitas por suas famílias. 

Em entrevista recente a Patrícia Kogut, Eribertou revelou que recebeu muitas mensagens de homens nas redes sociais que já passaram por situações parecidas com a do médico. “Um deles me contou que sempre soube que era gay, mas negava isso. Ficou mais de dez anos casado e, um dia, resolveu abrir o jogo com a família. Ele já tinha filho crescido. No início, foi difícil a aceitação. Hoje em dia, ele e a ex-mulher são grandes amigos. Recebi dezenas de mensagens pelo Instagram. Daria até para fazer um livrinho. As pessoas se sentiram à vontade para contar suas histórias”. 

Eriberto conta que não sofreu preconceito por interpretar um personagem gay: Nem nas ruas nem no Instagram. Samuel foi muito bem recebido. As pessoas vêm falar comigo e com os outros atores do núcleo de forma positiva e carinhosa. Estamos vivendo um momento muito especial. Meu filho, de 7 anos (João), por exemplo, estuda numa escola grande, as pessoas sabem que sou pai dele. Em nenhum momento, houve alguma brincadeira equivocada. Ele nunca me trouxe qualquer relato disso. Sempre que vou aos eventos da escola, recebo o retorno caloroso dos outros pais”. 

O ator também falou sobre as críticas pelo exagero da comédia na história do médico:  “Estudávamos muito antes de entrar em cena. Nos unimos e trocamos bastante. Foi uma sintonia fina. Eu sempre acreditei que o humor é uma grande ferramenta para tratar de determinados assuntos. Ainda mais agora, quando vivemos um momento de polarização na nossa sociedade. Acho que o tema é delicado e foi tratado com igual delicadeza por nós”. 

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