Luca Moreira

Luca Moreira e Lilian Melchert falam sobre “prós” e “contras” do YouTube em entrevista

Formada em publicidade e propaganda, a youtuber Lilian Melchert, mais conhecida pelo seu canal “Que Diabos?”, iniciou seu projeto em 2016 após ver um vlog feito pela sua amiga.

O canal tem uma característica de humor descontraído, com conteúdos muito variados, passando desde trolagens até reacts.

Como surgiu a ideia de criar o canal?

Eu sempre tive vontade de ser relevante na internet. Eu amava criar memes mesmo sem ter nenhuma curtida ou retweet. Aí, em um dia ensolarado qualquer, uma amiga minha pediu para eu dar like no vídeo dela, não entendi muito bem, mas quando cliquei no link e vi pela primeira vez o que era um VLOG, me apaixonei pela ideia. Na mesma hora já quis ter também, tipo aquelas amigas sem personalidade, sabe? Hahaha! Brincadeira…não por isso, mas sim porque eu vi potencial de fazer as duas coisas que mais gosto: produzir conteúdo e editar vídeo. Isso tudo sem saber o tamanho que um youtuber pode chegar: suas pretensões financeiras ou sucesso na mídia. Foi algo totalmente espontâneo e sem estudo de mercado, mas que deu certo muito rápido.

De onde veio o nome “Que Diabos”?

Ao contrário do que muita gente pensa, “Que Diabos?” não tem nada a ver com o Diabo ou qualquer outra religião. Eu criei esse nome porque queria que o canal girasse em torno de coisas estranhas e que combinasse um pouco com minha personalidade exótica. Risos por extenso. Logo, pensei na expressão americana “what the hell”, ou seja, “que diabos é isso?”. Expressiva e me representa bastante, afinal, eu nunca entendo nada.

Com o canal falando sobre assuntos variados, você costuma bolar alguma programação específica para assuntos do canal?

Por incrível que pareça, não. Pode parecer mentira, mas a grande maioria dos temas eu planejo meia hora antes de gravar. Eu confio muito na minha intuição e conheço bem meu público. Sei que não adianta fazer nada muito roteirizado e super profissional, porque sei que o que eles mais gostam de mim é a minha improvisação.

Quais são os prós e contras na vida de uma youtuber?

O pró com certeza é o carinho gratuito. É muito bom você sentir que, mesmo em um dia triste, tem várias pessoas desejando o seu bem de graça. Isso eu não tinha na minha vida anônima e é simplesmente incrível saber que posso entrar no twitter para esfriar a cabeça conversando um pouco com as pessoas. Dificilmente me sinto sozinha.

De outro lado, a exigência pelo perfeccionismo é o grande contra. Muitas pessoas cobram posicionamentos que não costumo ter e até mesmo algumas coisas na minha aparência. Exemplo: quando eu saio mais feia em uma foto, recebo comentários do tipo: “você está bem estranha, apaga” ou “seu cabelo está ridículo, vergonha”. É muito ruim ter que se blindar a isso, porque o ser humano já tem problemas de autoestima, e ser forte para passar por cima disso diariamente é um desafio bem indigesto.

Como você se definiria?

Um ser humano que gosta de se reinventar sempre.

O que a fez escolher publicidade e propaganda como seu curso? Os conhecimentos ajudam no trabalho do canal?

Eu sempre quis trabalhar com algo relacionado a entretenimento, então a ideia de fazer filmes publicitários me encantou desde o colégio. Hoje, consigo ver que ter trabalhado em agências me tornou muito mais preparada em vários aspectos, como lidar com marcas que entram em contato, prospectar públicos diferentes e tornar tudo mais visual, etc.

Quais são seus pontos fracos e fortes?

O meu ponto forte é a minha criatividade e o meu fraco, com toda certeza, é a indecisão em relação a tudo. Libriana, né mores?

Como foi participar do YouTube Space Rio?

Foi incrivelmente incrível. Já estive por lá algumas vezes e a sensação que tenho é a de orgulho por ter chegado aonde cheguei. Me sinto mega valorizada pela equipe e o lugar é lindo, criativo, cheio de cenários para gravar e tem até comida de graça (isso é bem importante!).

Hoje em dia, o YouTube se tornou uma alternativa de emprego para muitas pessoas. Como você enxerga esse ramo de uma forma geral?

Eu acho lindo que muitas pessoas se inspirem em nós, youtubers, como modelo de sucesso. Porém, ser youtuber é muito mais do que apenas só gravar um vídeo. É ser o seu próprio criador, produtor, editor, assessor e mais um combo de coisas que vêm  junto e ninguém sabe. O buraco é bem mais embaixo do que nós mostramos frente às câmeras. Na verdade, fazer vídeo é a parte mais fácil.

Ganhar dinheiro com isso demora e exige muita sorte também, afinal, de nada adianta você ter números incríveis, se nenhuma marca acreditar e investir no seu conteúdo. Se o futuro youtuber “ler os termos e concordar”, ou seja, estiver ciente da dificuldade e mesmo assim ter cada vez mais sangue nos olhos, eu serei a primeira pessoa a apoiar.

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