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Luca Moreira e Cacau Oliver falam sobre a questão do ego na fama

Conhecido por ser o criador de diversos famosos que vemos no nosso dia-a-dia, Cacau Oliver é um jornalista e assessor de imprensa que iniciou sua carreira em uma produtora que fazia assessoria para o quadro “Banheira do Gugu” no SBT.

Fundou em 2011 o “Miss Bumbum Brasil”, inspirado no concurso “Show Me Your Sloggi” que ocorre na França, onde em Cacau viu uma modelo brasileira ser a vencedora. Rotulado como gênio quando o assunto é criação de celebridades, ele é responsável por trazer nomes como Andressa Urach, Joana Machado e Ju Isen saírem do anonimato e irem parar em manchetes do Brasil inteiro. Recentemente, o canal de televisão E! lançou o reality show “O Criador de Celebridades”, onde documentaram diversos pontos e casos da carreira de Cacau como assessor.

Como foi o seu começo no universo dos famosos? Comecei minha carreira aos 24 anos trabalhando em uma produtora que fazia a produção e assessoria do extinto quadro do SBT “A Banheira do Gugu”.

Recentemente o canal E! realizou a série “Criador de Celebridades”, onde mostram os bastidores do seu trabalho. Como foi a experiência de ter o seu projeto documentado? O “Criador de Celebridades” foi um trabalho que fiquei muito feliz de fazer, mais o primeiro programa que mostrou realmente os bastidores e que teve um cunho muito mais jornalístico, foi o “Profissão Repórter”, que realmente mostrou os bastidores da notícia, um trabalho minucioso, foi uma equipe que ficou comigo quase 3 meses mostrando o trabalho de cada assessorado. Fora isso, tem programas como “Na Moral”, “Conexão Repórter” do SBT, realmente mostraram todo esse meu trabalho com uma pegada diferente do “Criador de Celebridades”.

Descobridor de diversos personagens da mídia, você sempre demonstrou usar bastante a criatividade na hora de produzir conteúdo. Como funciona esse processo criativo? Eu sempre falo sobre minha assessoria de imprensa, que é um pouco diferente dos habituais. As pessoas que trabalham comigo, semanalmente elas vêm as minhas sugestões, as pautas, que hoje em dia as pessoas têm uma maior mira de notícias, tem as redes sociais, você é bombardeado o tempo todo por muita notícia, então, a notícia do seu assessorado, ela tem que ser a melhor. São sempre pautas pensadas, tem conexões e temas atuais.

Em algumas reportagens, acabou fazendo uma apologia da “fama” como uma droga, porém, quais são os verdadeiros males e benefícios que essa mudança pode trazer para a vida da pessoa? Tem uma matéria de uma revista, que lá eu falei um pouquinho sobre a fama. Entre esses males, eu disse que a fama é como uma droga, é realmente como eu a vejo. A fama primeiro não é trabalho, um dos males que a fama pode trazer é você ter a falsa impressão que você tem que ganhar dinheiro automaticamente, não, consegui ter uma fama e eu já tenho que ganhar dinheiro com isso, que é o que não funciona; você realmente tem que ter um trabalho de anos e anos e ser reconhecido pelo o que você faz, para daí você ir começando a ganhar dinheiro. Um lado bom da fama hoje é as redes sociais, que faz com que quase instantaneamente você tenha um número maior de seguidores, ter marcas que te procuram…. Hoje as redes sociais, elas conseguem te dar parâmetros, como um termômetro da sua mídia.

Quais são os principais cuidados que o artista precisa tomar ao se expor e como o assessor deve intervir nisso? O limite da exposição sempre é dado pelo assessorado. Por mais que as pessoas pensem, trabalha com um assessor tal que gosta de polêmica, a gente tem que entender que o assessorado é que cria tudo isso, por mais que eu possa sugerir alguma coisa, é o assessorado que dá esse limite da exposição. Acho que o limite do ponto da fama e do dinheiro, ele tem que estar bem estabelecido na sua cabeça, e não é o que eu faria para ficar famoso, é o que eu não faria para ficar famoso.

O que te motivou a fundar o concurso “Miss Bumbum Brasil”? Em 2011 eu fui de férias para a França, vi um concurso onde uma modelo brasileira ganhou, era um concurso tanto masculino como feminino, e eu vi ali a oportunidade de trazer um concurso que tivesse uma pegada mais puxada para a miscigenação dos brasileiros se envolvessem com isso. No começo o pessoal falava muito que não ia funcionar, mais eu tinha certeza que ia funcionar, porque é um concurso polêmico por lidar com pessoas, lida com mulheres, lida com egos, como o Miss Universo, por exemplo, que está sempre envolvido em polêmicas, só que o Miss Bumbum lida mais com o corpo, com a saúde e a beleza também da brasileira, que é indiscutivelmente, algo que é dito no mundo inteiro.

Qual foi o caso mais bizarro que já passou por uma cliente, e até onde é o limite da busca pela fama? Eu acho que o caso mais bizarro que eu já vi de loucura pela fama foi uma modelo que me procurou, disse que estava no Big Brother, e que criou toda uma verdade dentro dela para me convencer disso, para poder divulgar ela como participante, para ficar famosa antes de entrar no Big Brother. É claro que lidar com pessoas te dá uma sensibilidade maior, eu vi que não era verdade, ali eu vi os limites que as pessoas têm. Acho que o limite, como eu já disse antes, ele tem que ser determinado por você e não pode agredir o seu eu, como pessoa, até porque você tem que entender que vai lidar com duas pessoas: aquela que a fama conhece e a verdadeira, que vai para casa, que paga as contas, que tem família e etc.

O que acha que motiva uma pessoa a querer buscar o reconhecimento da mídia? Sempre vejo as pessoas criarem muito julgamentos sobre isso, que ela não é atriz, que ela não é nada e não é ninguém… mais aprendi desde cedo, que o reconhecimento que você faz, pode ser não importante para você, mais é importante para aquela pessoa, é o sonho dela. Tem gente que quer ser apenas uma musa do carnaval, quer ser reconhecida pelo número de cirurgias plásticas ou ser só uma mulher bonita posando para uma revista…, então não pode julgar esse sonho, cada pessoa tem que buscar esse sonho, e as vezes esse sonho pode ser que não seja de outra pessoa, então o reconhecimento da mídia é muito sútil e você tem que fazer muitas ações, tem que ser visto.

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Sobre o autor

Luca Moreira

Luca Rocha Moreira nasceu em Niterói – RJ, no dia 14 de maio de 1998. Descendente de família mineira por parte de mãe, é filho da funcionária pública Lucia Maria Rocha da Silva e do designer gráfico Luiz Carlos Falcão Moreira. Estudou a infância toda em rede particular de ensino e durante o ensino médio, cursou integração com técnico em engenharia naval pela Escola Técnica Estadual Henrique Lage, unidade componente da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro, onde participou de diversos protestos relacionados ao grêmio estudantil.

Enquanto estava cursando a escola, iniciou um curso de interpretação teatral na Oficina Social de Teatro, onde teve seu primeiro contato com as artes cênicas, onde recebeu aulas do ator e professor Alécio Abdon, porém se retirou do curso por motivos de dificuldade em interpretar seus personagens. Ainda no segundo grau, montou uma página no Facebook, onde começou a falar de múltiplos assuntos, entre eles esportes, nutrição e cultura. Em março de 2016 foi descoberto pela produtora teatral Grazi Luz, dona da Fazart Produções Artísticas, quando recebeu seu primeiro convite para ser aprendiz de comunicação da companhia, ainda que com 17 anos.

Seu interesse pelo jornalismo teve início alguns meses após sair da produtora, quando começou a publicar artigos no “Almanaque Mídia” na época comandado por Esdras Ribeiro. Algumas semanas depois do fechamento do portal, foi abordado pelo jornalista brasiliano Daniel Neblina, que o convocou para integrar o time de colunistas do “RegistroPop”, onde despontou como entrevistador-chefe do veículo, foi aí que iniciou sua carreira como jornalista.








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