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Luca Moreira discute com Sophia Barclay a situação atual do preconceito no Brasil

Conhecido pelo nome artístico de Sophia Barclay, a digital influencer e drag queen paulista, iniciou como drag na parada LGBT de Sepetida no Rio de Janeiro, onde ganhou repercussão com o público após a parada LGBT de Cajú em setembro de 2016, e em dezembro foi convidada para ser a princesa da parada de Sepetiba.

No ano passado participou em Bangu, onde foi uma das atrações principais juntamente com Inês Brasil, que no mesmo ano a convidou para fazer parte do single “Chupa Que é de Uva”.

Barclay se dedica atualmente a ajudar jovens que sofrem nas mãos do preconceito e da homofobia dentro de suas casas, respondendo sempre que pode aos apelos dos fãs. Esse ano ela planeja lançar sua música autoral que escreveu em novembro do ano passado.

Como foi o começo de sua trajetória no entretenimento? Bom comecei com meus 16 anos, em uma parada Lgbt aqui no RJ, o começo foi bom e ao mesmo tempo difícil, ninguém queria abrir as portas para ajudar um jovem de 16 anos Drag Queen, na verdade ninguém acreditava na minha capacidade.

Natural de Guarulhos (SP), qual foi a sua motivação para vir para o Rio de Janeiro? Não tive motivação, fui praticamente obrigado vir para o Rio de Janeiro, fui espancado pelo meu pai em SP, e minha família parte de mãe morava tudo aqui no RJ, então ou eu vinha para o Rio morar com minha mãe ou eu ficava em SP na rua.

Sendo Paulo Sérgio o seu nome verdadeiro, o que o fez escolher o nome “Sophia Barclay” como seu nome artístico? Sempre achei o nome “Sophia” um nome atraente e lindo mais também queria algo diferente, um nome que ninguém tivesse, então achei no Google uma bruxa das antigas que se chamava “Barclay” naquele momento já amei o nome, então li um pouco sobre ela que foi queimada por ser bruxa, me identifiquei, pois, nós LGBTQI+ somos atacados por ser quem somos, então coloquei Sophia Barclay.

Nos dias de hoje, ainda vemos muitos resquícios na sociedade de preconceitos e tabus relacionados ao público LGBT. Você acredita que tem melhorado a aceitação? Acredito que um pouco, já tem como ver muitas mães aceitando seus filhos, muitos pais respeitando, mas ao mesmo tempo muitas tragédias, acredito que o público esteja pegando mais conhecimento.

Um dos exemplos mais conhecidos que o Brasil tem é o Pabllo Vittar, que no caso formou uma legião de fãs que a apoiaram. Quais são seus objetivos e como está sendo essa aceitação das drag queens no meio artístico? Desde de quando entrei no meio artístico como Drag Queen minha intenção sempre foi tentar ajudar jovens LGBT que também estão sofrendo dentro de suas casas, e também conquistar mais a internet, olha sobre a aceitação das Drag Queen não tenho palavras para dizer, ser Drag Queen é algo maravilhoso, acho que todos nós temos uma Drag dentro de nós.

Como foi trabalhar com a Inês Brasil em seu clipe no ano passado? Nossa, foi maravilhoso, uma ótima amiga, com ela não tem desânimo, inclusive ta por vir outros projetos onde estarei novamente.

Você acredita que um dia o preconceito deixará de existir no mundo? Acho que não, infelizmente as pessoas ao invés de amar o próximo, ele procurar qualidade, eles preferem atacar.

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Sobre o autor

Luca Moreira

Luca Rocha Moreira nasceu em Niterói – RJ, no dia 14 de maio de 1998. Descendente de família mineira por parte de mãe, é filho da funcionária pública Lucia Maria Rocha da Silva e do designer gráfico Luiz Carlos Falcão Moreira. Estudou a infância toda em rede particular de ensino e durante o ensino médio, cursou integração com técnico em engenharia naval pela Escola Técnica Estadual Henrique Lage, unidade componente da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro, onde participou de diversos protestos relacionados ao grêmio estudantil.

Enquanto estava cursando a escola, iniciou um curso de interpretação teatral na Oficina Social de Teatro, onde teve seu primeiro contato com as artes cênicas, onde recebeu aulas do ator e professor Alécio Abdon, porém se retirou do curso por motivos de dificuldade em interpretar seus personagens. Ainda no segundo grau, montou uma página no Facebook, onde começou a falar de múltiplos assuntos, entre eles esportes, nutrição e cultura. Em março de 2016 foi descoberto pela produtora teatral Grazi Luz, dona da Fazart Produções Artísticas, quando recebeu seu primeiro convite para ser aprendiz de comunicação da companhia, ainda que com 17 anos.

Seu interesse pelo jornalismo teve início alguns meses após sair da produtora, quando começou a publicar artigos no “Almanaque Mídia” na época comandado por Esdras Ribeiro. Algumas semanas depois do fechamento do portal, foi abordado pelo jornalista brasiliano Daniel Neblina, que o convocou para integrar o time de colunistas do “RegistroPop”, onde despontou como entrevistador-chefe do veículo, foi aí que iniciou sua carreira como jornalista.








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