Música

Heavy Baile e Tati Zaqui na empoderadora e divertida “Catuaba”

Às vésperas do lançamento de seu primeiro álbum, os cariocas do Heavy Baile se unem à funkeira Tati Zaqui e apresentam “Catuaba” – um mix de arrocha, ritmos urbanos paraenses e extra bass – para falar da bebida sensação do momento. O single foi produzido por Leo Justi e DJ Nemo e já está disponível nas principais plataformas de música digital.

Na faixa, Tati Zaqui chega ao baile e deixa claro que está lá só pra curtir e do jeito que ela quiser. A personalidade forte da artista, que agrega uma atmosfera empoderada à música, é uma das marcas registradas de seu trabalho, acompanhado de perto por milhões de seguidores. Por exemplo, ela reúne mais de 6 milhões de fãs em sua página do Facebook e 4,4 milhões no Instagram, suas principais redes. Seu último single (“Placa no Chão”, lançado em maio) tem mais de 10 milhões de visualizações só no YouTube. Tati é a primeira parceria revelada do disco de estreia do Heavy Baile, que é formado por Leo Justi e MC Tchelinho.

A participação de Tati e a temática da faixa destacam uma das principais características do Heavy Baile: a consciência política de uma verdadeira militância festeira, que afirma em suas composições mensagens de libertação feminina e LGBT. É assim que o Heavy Baile se insere na onda de música urbana crescente no Brasil, ao lado não apenas de nomes como Tropkillaz e Omulu – DJs e produtores que têm feito sucesso em festivais e internacionalmente – mas também com Karol Conka, Rico Dalasam e Pabllo Vittar – que colocam questões sexuais, de raça e de gênero no centro de suas músicas. “Catuaba” foi co-escrita por Arthur Marques, um dos autores do hit “Sua Cara”, do Major Lazer, Pabllo e Anitta.

Um dos produtores mais conceituados do Rio, Leo Justi vive um momento de ascensão na carreira, após o lançamento do elogiado álbum “Bandida”, de MC Carol, por ele produzido, e do hit “Toca na Pista”, fruto da parceria entre Heavy Baile e Tropkillaz, e que também contou com a participação da funkeira. Leo já trabalhou com grandes nomes como M.I.A., Phantogram, Emicida e teve dois EPs lançados pelo selo Waxploitation (“HVY BL NSS PRR”, de 2014, e “Vira a Cara”, de 2015). Já MC Tchelinho, portador do fogo do baile funk, é “cria” da favela da Cruzada. O carismático artista tem se destacado com sua presença de palco explosiva, herança do trabalho que desenvolve também como ator. Muito do que apresenta no palco e nas calçadas da sua quebrada, é incorporado nas tracks em que participa.

“A ideia de fazer o álbum veio com a concretização de ‘Toca na pista’, que foi o lançamento mais expressivo que fizemos até agora, como dupla. Como sequência, queríamos mostrar a identidade do projeto e sintetizar esses anos de live e festa com um clima bem ao vivo nas faixas em estúdio”, conta Justi.

“Catuaba” estará no álbum de estreia do Heavy Baile, que será lançado nas próximas semanas. A distribuição é realizada pelo selo próprio Heavy Baile Sounds, parceria de Justi com a Ubuntu Produções, das irmãs Ana Paula e Isaura Paulino. Na lista de lançamentos do selo, além do já citado “Bandida”, figuram também o single de retorno do grupo Abronca, 2 singles do DJ Thai e o EP coletivo “Embrasado”, introduzido no ano passado, como primeiro passo artístico do HVY BL. O objetivo do selo é levar para todo tipo de público a cultura e os sons dos morros cariocas.

Ouça “Catuaba”:
Spotify: http://bit.ly/CatuabaSpotify
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Deezer: http://bit.ly/CatuabaDeezer
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Soundcloud: http://bit.ly/CatuabaSoundcloud

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Sobre o autor

Luca Moreira

Luca Rocha Moreira nasceu em Niterói – RJ, no dia 14 de maio de 1998. Descendente de família mineira por parte de mãe, é filho da funcionária pública Lucia Maria Rocha da Silva e do designer gráfico Luiz Carlos Falcão Moreira. Estudou a infância toda em rede particular de ensino e durante o ensino médio, cursou integração com técnico em engenharia naval pela Escola Técnica Estadual Henrique Lage, unidade componente da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro, onde participou de diversos protestos relacionados ao grêmio estudantil.

Enquanto estava cursando a escola, iniciou um curso de interpretação teatral na Oficina Social de Teatro, onde teve seu primeiro contato com as artes cênicas, onde recebeu aulas do ator e professor Alécio Abdon, porém se retirou do curso por motivos de dificuldade em interpretar seus personagens. Ainda no segundo grau, montou uma página no Facebook, onde começou a falar de múltiplos assuntos, entre eles esportes, nutrição e cultura. Em março de 2016 foi descoberto pela produtora teatral Grazi Luz, dona da Fazart Produções Artísticas, quando recebeu seu primeiro convite para ser aprendiz de comunicação da companhia, ainda que com 17 anos.

Seu interesse pelo jornalismo teve início alguns meses após sair da produtora, quando começou a publicar artigos no “Almanaque Mídia” na época comandado por Esdras Ribeiro. Algumas semanas depois do fechamento do portal, foi abordado pelo jornalista brasiliano Daniel Neblina, que o convocou para integrar o time de colunistas do “RegistroPop”, onde despontou como entrevistador-chefe do veículo, foi aí que iniciou sua carreira como jornalista.








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